A colheita do milho safrinha no Oeste do Paraná avançou consideravelmente nesta semana em função dos dias ensolarados, embora são sentidas limitações na secagem dos grãos colhidos.
Levantamento técnico aponta que o ritmo atual gira em torno de 2% de área ao dia, percentual inferior ao registrado em safras mais secas, quando a evolução chegava entre 3,5% e 4% diários.
Como o milho ainda chega bastante úmido, o rendimento da secagem diminui e isso limita a capacidade de recebimento.
A elevada umidade dos grãos tem elevado significativamente os custos das cooperativas e empresas de recebimento.
O consumo de biomassa florestal utilizada na secagem praticamente dobrou em relação à safra passada.
Apontamento técnico diz que, enquanto em 2025 era necessário cerca de 33 quilos por tonelada de milho recebida, neste ano o consumo já alcança aproximadamente 70 quilos por tonelada.
Apesar das preocupações registradas nas últimas semanas em relação aos efeitos das chuvas sobre a qualidade dos grãos, profissionais observam que o cenário até o momento é positivo.
No Oeste do Paraná, alguns híbridos apresentaram índices um pouco maiores de grãos brotados, mas o volume permanece dentro dos padrões aceitos pelo mercado.
A entrada da colheita nas áreas da região beira lago de Itaipu, mais afetadas pelo estresse hídrico e pelo calor durante março, reduziu a média regional até agora colhida.
Em se tratando da colheita na microrregião de Marechal Cândido Rondon, o engenheiro agrônomo Cristiano da Cunha, da Agrícola Horizonte, faz a seguinte análise.
Fonte: Agro Marechal