O milho safrinha 2026 no Paraná enfrenta um cenário de preocupação devido à forte estiagem inicial e à recente chegada de massas de ar polar no mês de maio, que trouxeram geadas.
As baixas temperaturas ameaçam as lavouras, especialmente no Oeste do Estado e em áreas com plantio tardio.
O cenário da cultura é desenhado pelos seguintes pontos: fortes frentes frias avançaram sobre o Sul do Brasil em maio, provocando geadas que congelaram e danificaram folhas nas lavouras, aumentando o risco de quebra e perda de produtividade.
A semeadura da safrinha iniciou sob grande atraso em todo o Centro-Sul, o que deixou as lavouras mais vulneráveis a esse choque térmico tardio durante fases sensíveis de desenvolvimento.
Antes mesmo do frio intenso, o Oeste do Paraná já contabilizava impactos negativos e perda de potencial produtivo devido à estiagem e ao calor extremo ocorrido entre o fim de fevereiro e março.
Consultorias do agro já reduziram as estimativas de produção total de milho no Brasil, puxada justamente pelas restrições de área e problemas climáticos nessas praças paranaenses.
Aqui na microrregião de Marechal Cândido Rondon, apesar das chuvas em maior intensidade, da queda da temperatura e geadas em áreas mais baixas, o cenário não é tão preocupante.
Quem faz a avaliação é o engenheiro agrônomo da Agrícola Horizonte, de Marechal Cândido Rondon, Cristiano da Cunha.
Fonte: Agro Marechal
Foto: Geraldo Bubniak