A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) retirou da pauta
desta segunda-feira (19) o Projeto de Lei (PL) 1016/2025 que viria aumentar os
custos do setor produtivo com serviços de cartórios extrajudiciais, como
registros de imóveis, escrituras e certidões. O adiamento ocorreu após pedido
de vista do deputado estadual Luiz Fernando Guerra, na Comissão de Finanças e
Tributação, atendendo ao pleito do G7 Paraná, grupo que reúne as entidades
representativas do setor produtivo no Estado.
“É um alívio para os setores produtivos que já vêm sofrendo
os impactos da reforma tributária e, agora, a mudança da jornada de trabalho”,
afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, também
coordenador do G7. “Os custos cartorários já pesam de forma sistemática sobre o
agro, indústria, comércio, transporte e outros elos da cadeia produtiva. Somar
mais esse componente viria penalizar ainda mais”, avalia.
A proposta apresentada pelo Tribunal de Justiça do Paraná
(TJ-PR) prevê a atualização anual dos valores pelo Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA). O projeto estabelece critérios para a definição da
base de cálculo dos serviços cartorários e, nos casos que envolvem valores
financeiros, prevê a utilização do maior valor entre os parâmetros definidos na
legislação — como o preço declarado na transação, o valor tributário do imóvel
e a base utilizada para o recolhimento do imposto de transmissão de bens
imóveis.
Uma das principais críticas do G7 Paraná é quanto ao momento
em que a proposta está sendo apresentada. Para Meneguette, existem temas mais
prioritários como o da recém-aprovada Emenda Constitucional que reduz a jornada
de trabalho e vai onerar todos os setores; o momento político, e, no Paraná, a
questão do registro e averbação do georreferenciamento de imóveis rurais. Sobre
este último, além do custo elevado, os produtores reclamam da falta de
transparência na cobrança e das variações de valores entre cartórios de
diferentes municípios.
“Vamos seguir acompanhando essa questão de perto, sempre
lutando pelo que é melhor para o desenvolvimento do setor produtivo
paranaense”, conclui o presidente do Sistema FAEP.
O assunto precisa ser debatido e passar pela Comissão de
Finanças e Tributação antes de ir para votação em plenário. Portanto, ainda não
há prazo para que o tema volte à pauta da Alep.
O G7 Paraná é formado por Sistema FAEP, Federação das
Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Associação Comercial do Paraná (ACP),
Federação das Associações Comerciais e Empresariais (Faciap); Federação das
Empresas de Transporte de Cargas (Fetranspar); e Federação e Organização das
Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar).
Fonte: Assessoria







