30/09/2026 12:06 |
Paraná reduz em 90% casos de raiva em animais de produção na região Oeste

O Paraná registrou redução de 90,7% nos casos de raiva em animais de produção na região Oeste do Estado, na comparação entre janeiro e setembro de 2025 e o mesmo período de 2026. Os dados se referem a bovinos, bubalinos, equinos, asininos, muares, ovinos e caprinos. O número de animais diagnosticados caiu de 86 casos, registrados em 69 focos, entre janeiro e setembro de 2025, para oito casos, em oito focos, no mesmo período de 2026, uma redução de 78 casos. A queda ocorre justamente na região que concentrava o maior número de registros da doença e respondeu por mais de um terço dos casos de raiva em animais registrados no Paraná em 2025.

O resultado reflete o trabalho contínuo de prevenção e controle da raiva dos herbívoros desenvolvido pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). As ações envolvem vacinação, fiscalização, educação sanitária, investigação de casos e monitoramento e controle de morcegos hematófagos, principais transmissores da doença aos animais de produção.

A semana em que se celebra o Dia Mundial da Raiva, em 28 de setembro, é também oportunidade para destacar os avanços e reforçar a importância da prevenção. No Paraná, considerando os registros em animais, o número de diagnósticos vem apresentando queda: foram 259 em 2024, 230 em 2025 e 117 em 2026, até o momento, em 101 propriedades.

“A redução dos casos mostra a importância de manter uma estratégia contínua de prevenção e vigilância, especialmente nas regiões que historicamente apresentam maior ocorrência da doença. A vacinação dos rebanhos, aliada ao monitoramento e controle dos morcegos hematófagos e à atuação dos serviços de defesa agropecuária, é fundamental para manter esse cenário sob controle”, afirma Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar.

PROFILAXIA E CONTROLE - A vacinação é a principal medida de prevenção da raiva nos animais de produção, incluindo bovinos, bubalinos, equinos, asininos, muares, ovinos e caprinos. A imunização deve começar a partir dos três meses de idade, com uma segunda dose entre 21 e 30 dias após a primeira e, depois, revacinação anual.

Desde setembro de 2025, a vacinação é obrigatória em 30 municípios do Oeste do Paraná. Nessas localidades, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) para as espécies abrangidas está condicionada à comprovação da imunização, que deve ser apresentada anualmente durante a campanha de atualização dos rebanhos da Adapar.

“Exigir a imunização dos animais antes do deslocamento reduz o risco de que um animal suscetível leve a doença para outras propriedades ou regiões, evitando a disseminação da raiva entre os rebanhos”, reforça Rafael.

Além da vacinação, a Adapar cadastra, monitora e controla abrigos de morcegos hematófagos, principais transmissores da doença aos animais de produção. Como são espécies silvestres protegidas, não podem ser exterminadas. O controle é realizado exclusivamente por equipes capacitadas da Agência, que aplicam pasta vampiricida em morcegos capturados.

Os produtores não devem manipular ou tentar eliminar morcegos por conta própria. Ao identificar mordeduras no rebanho, podem aplicar a pasta ao redor das lesões, conforme orientação da Adapar, e comunicar o serviço veterinário oficial para avaliação da propriedade.

DIAGNÓSTICO E ORIENTAÇÃO - Ao identificar animais com sinais suspeitos de raiva, o produtor deve procurar o escritório local da Adapar. As equipes realizam o atendimento e, quando necessário, coletam material para diagnóstico laboratorial. Casos confirmados são comunicados aos serviços de Saúde para adoção das medidas de proteção às pessoas que possam ter tido contato ou sido expostas ao animal suspeito.

Morcegos encontrados caídos, mortos ou com comportamento anormal também devem ser informados à Agência.

Entre os principais sinais de raiva estão mudança de comportamento, dificuldade para engolir, salivação excessiva, dificuldade de locomoção, paralisia dos membros posteriores, quedas, movimentos de pedalagem e pescoço voltado para trás (opistótono). A doença evolui rapidamente e, após o início dos sinais, geralmente leva o animal à morte em poucos dias. Em caso de suspeita, não se deve manipular o animal; o produtor deve acionar a Adapar. Se uma pessoa tiver contato com a saliva de um animal suspeito, deve procurar imediatamente uma unidade de saúde.

Sonora do Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar.

Fonte: Adapar

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