Após um período de frustração para muitos projetos, a região
Oeste do Paraná passa a viver um novo momento em se tratando da implantação de
Usinas de Biogás.
Embora os projetos oferecessem uma grande promessa de
sustentabilidade e economia, a implantação de biodigestores frustraram muitos
produtores rurais, principalmente devido a erros de dimensionamento, falta de
assistência técnica e falhas de planejamento.
O insucesso de projetos históricos, como o emblemático
Condomínio Ajuricaba, no interior de Marechal Cândido Rondon, evidenciou os
desafios práticos envolvidos na gestão desta tecnologia.
Um biodigestor não é um sistema estático; ele depende de
processos biológicos sensíveis realizados por micro-organismos, e, a falta de
monitoramento profissional, gera falhas severas.
O alto investimento inicial e os custos de manutenção
pesavam no bolso do produtor.
Historicamente, o mercado sofreu com a frustração de
projetos estruturados em torno de créditos de carbono que não se concretizaram.
De acordo com especialistas do setor, muitos projetos
falharam antes mesmo da operação por falta de uma análise que identificasse se
as fontes de receita cobririam os custos operacionais de longo prazo.
A realidade é outra, pois há projetos bastante viáveis no
mercado, conforme foi possível constatam durante dia de campo realizado no
sábado passado na Granja Vivian, no interior do distrito de Margarida.
Além de explicações técnicas para a viabilidade do projeto
por profissionais da empresa Enermac, na oportunidade o Assessor Especial do
Escritório da Itaipu Binacional, em Brasília, Marcelo Alves de Souza, confirmou a frustração de alguns projetos no
passado, citando, entre os quais, o Condomínio Ajuricaba.
Fonte: Agro Marechal







