Uso dos grãos para produção de farelo, óleo e rações
eleva consumo interno
A valorização da soja por problemas climáticos nos Estados
Unidos e pela perspectiva de o El Niño afetar negativamente também a safra
brasileira está criando condições para o produtor aproveitar o momento e
“travar” os custos da lavoura. O provável desequilíbrio entre produção e
consumo sustenta a recuperação dos preços do grão na avaliação de Ronaty
Makuko, consultor comercial da Pátria Agronegócios.
Em encontro promovido pela Associação Brasileira dos
Produtores de Soja (Aprosoja), ele se mostrou confiante na manutenção da
tendência de alta dos preços da oleaginosa. “O clima é o grande ponto de
atenção. Se ele for mais severo, os preços serão maiores”, afirmou em palestra
para 250 produtores e funcionários da área de grãos da C.Vale, no dia 1º de
setembro, durante o 12º Caminhos da Soja 2026, realizado em Palotina (PR).
O consumo em alta também deve seguir dando sustentação ao
milho. Ele revelou que o consumo de milho nacional está entre 26 e 27 milhões
de toneladas, mas deve subir para próximo de 50 milhões de toneladas até 2034.
“A tendência é firme para o mercado de milho”, garantiu.
O doutor em Agronomia da Embrapa, Rafael Mendes, alertou
sobre a necessidade de os produtores controlarem ervas em lavouras de soja para
evitar a suspensão das exportações do grão devido à presença de sementes de
plantas daninhas, como ocorreu em março de 2026. O maior número de notificações
pelos chineses, está relacionado a sementes de carrapicho e de capim massambará
(vassourinha).
Participaram do evento em Palotina, o presidente da Aprosoja
Paraná, João Cunha, o vice-presidente da cooperativa, Ademar Pedron, o gerente
da Divisão de Produção, Luciano Trombetta, e diretor de Comercialização,
Alexandre Tormen. O evento foi promovido com o apoio da Bayer.
Fonte: Assessoria










