O município de Marechal Cândido Rondon, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável, estuda buscar parcerias e apoio técnico com entidades e instituições ligadas ao setor agrícola para fortalecer as ações previstas na legislação municipal que trata sobre o controle da cigarrinha-do-milho e a eliminação de plantas verdes de milho nas áreas urbanas.
Na segunda-feira, dia 25, representantes da administração municipal, entre eles o secretário de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável, Alex Luis Kuhn, receberam professores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) para discutir o tema e alinhar possíveis ações conjuntas voltadas à conscientização e ao enfrentamento do problema.
Participaram da reunião o diretor-geral do campus da Unioeste de Marechal Rondon, professor doutor Emerson Fey; o coordenador do curso de Agronomia, professor doutor Neumárcio Vilanova da Costa; e o professor doutor Odair José Kuhn, da área de Fitopatologia e Controle de Pragas e Doenças das Plantas.
Desde 2019, produtores de milho vêm enfrentando prejuízos causados pelos chamados enfezamentos do milho, doença provocada por molicutes (microrganismos semelhantes a bactérias) transmitidos pela cigarrinha-do-milho.
Entre os principais sintomas estão o avermelhamento das folhas, redução do porte das plantas, espigas pequenas, falhas na granação, multiespigamento e morte precoce das lavouras, podendo ocasionar perdas de até 100% em situações extremas.
A cigarrinha-do-milho consegue se reproduzir apenas em plantas vivas de milho.
Ao se alimentar de plantas contaminadas, o inseto adquire os molicutes e passa a transmiti-los durante toda a sua vida, que tem duração média de 70 dias.
Fonte: Assessoria