O armazenamento da safra no Brasil enfrenta um déficit crítico, com a produção de grãos crescendo mais rápido que a capacidade dos silos, gerando um potencial déficit superior a 100 milhões de toneladas.
Essa deficiência causa filas em armazéns, aumento nos custos logísticos, venda forçada de grãos e perdas de qualidade.
A capacidade de armazenamento é insuficiente, especialmente na região Centro-Oeste e no Mato Grosso, que enfrentam um déficit superior a 80 milhões de toneladas.
A falta de locais adequados leva à conservação inadequada dos grãos, com cerca de 20% da produção sofrendo perdas devido à má armazenagem.
Fontes revelam que a insuficiência de estruturas também gera filas de caminhões nos picos de safra, resultando em prejuízos diários de mais de 1 milhão de reais.
Além disso, produtores são obrigados a vender rapidamente no momento da colheita por falta de espaço, recebendo preços menores.
Vale ressaltar que apenas uma pequena porcentagem da capacidade de armazenamento está localizada nas propriedades rurais, diferentemente de países como os EUA, onde esse índice supera 50%.
A colheita concentrada em períodos chuvosos, somada a estradas ruins e falta de armazéns, encarece o frete e deteriora a qualidade do produto.
A falta de armazenamento adequado coloca o agronegócio em risco, prejudicando a competitividade global do Brasil e reduzindo a rentabilidade direta do produtor rural.
Durante a programação do Show Rural, em Cascavel, nossa reportagem abordou o assunto com o presidente da Organização das Cooperativas do Paraná, José Roberto Ricken.
Fonte: Agro Marechal
Foto: Agro Marechal