A compra de terras pela Itaipu Binacional, validada pelo STF em 2025, destina 240 milhões de reais para aquisição de 3 mil hectares no Paraná, visando a reparação histórica dos povos Avá-Guarani afetados pela construção da usina.
A medida gera impasses com agricultores que possuem títulos regulares nas áreas, com a sobreposição de terras compradas e a necessidade de desapropriação ou mediação.
Embora a compra seja um avanço, líderes indígenas e o Ministério Público Federal consideram a medida paliativa diante dos danos causados há décadas, exigindo suporte contínuo, apoio produtivo e, em alguns casos, indenizações adicionais.
As primeiras áreas já foram compradas na Costa Oeste e outras estão em negociação por Itaipu, o que aumenta a preocupação de que a região deixe de ser chamada a “terra do agro” para se tornar a “terra dos índios”.
Ao critica a medida, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Pedro Lupion, volta a caracterizar o fato como especulação imobiliária.
Fonte: Agro Marechal
Foto: Agro Marechal