Para evitar a entrada e a disseminação da influenza aviária, o Ministério da Agricultura e Pecuária suspendeu a criação de aves ao ar livre sem proteção na parte superior.
A decisão também permite que cada estado defina se autoriza eventos com aglomeração de aves, como feiras e exposições.
Os eventos com exposição de aves só poderão ocorrer com autorização do Serviço Veterinário Estadual, que avaliará a situação epidemiológica e exigirá um plano de biosseguridade.
Já a exigência de telas sobre os locais de pastoreio foi retomada devido ao risco de novos casos da doença na América do Sul, no Brasil e no Paraná.
As restrições terão duração inicial de 180 dias e podem ser prorrogadas.
Elas valem para todas as espécies de aves de produção, ornamentais, silvestres e exóticas criadas em cativeiro.
No Paraná, a Adapar realiza uma operação de monitoramento em propriedades com galinhas de subsistência e no acompanhamento de aves migratórias, que podem trazer o vírus de outros países.
O trabalho é feito em parceria com o Centro de Estudos Marinhos da Universidade Federal do Paraná.
O Governo do Estado também prorrogou, em janeiro, o decreto de emergência zoossanitária por mais 180 dias para manter o nível de vigilância.
Desde 2023, o Paraná registrou 13 focos da doença, todos em aves silvestres e rapidamente controlados.
Nesta semana, o Japão aprovou a regionalização do Certificado Sanitário Internacional para influenza aviária.
Com isso, as restrições à exportação de carne de frango e ovos ficam limitadas aos municípios onde houver foco, sem afetar todo o estado. O Paraná lidera a produção nacional de frangos.
No ano passado, foram abatidos 2 bilhões e 200 milhões de aves, o que representa 34% do total no país.
As exportações somaram 2 milhões 171 mil toneladas, gerando 4 bilhões de dólares em receita.
Fonte: Ministério da Agricultura
Foto: Gilson Abreu/Arquivo AEN