A falta de orientação para o uso do novo sistema do Cadastra Ambiental Rural e também dificuldades de encontrar internet de qualidade, na zona rural, são queixas dos produtores rurais paranaenses.
Desde o dia 19 de dezembro o acesso passou a ser feito exclusivamente pela plataforma gov.br.
O objetivo da mudança na forma de acesso ao CAR, segundo o governo federal, é para dar mais segurança ao sistema e autonomia aos produtores.
Outro assunto que deixa os produtores preocupados é a suspensão automática do CAR, apenas com base em imagens de satélite.
A medida está sob avaliação dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Com base nas reclamações, o deputado federal Tião Medeiros solicitou ao Ministério do Meio Ambiente, um prazo mínimo de 12 meses para que todos possam se ajustar à nova exigência.
O temor é que muitos agricultores acabem descumprindo a legislação ambiental por dificuldades de acesso ao sistema do governo.
“É um assunto bastante técnico, então, precisa de tempo e de prazo para que essa migração aconteça de forma a não pegar ninguém desprevenido e também não comprometer a vida do produtor”, declarou o parlamentar.
Outra discussão envolve a proposta de suspensão imediata do CAR para propriedades com desmatamento, supostamente ilegal, com base em sistemas que utilizam imagens de satélites para detectar e mapear áreas destruídas.
A ação na Justiça foi movida por partidos que cobram do governo federal, desde a gestão anterior, mais rigidez no combate ao desmatamento.
A proposta levanta preocupações, pois, segundo os produtores, o monitoramento pode apresentar inconsistências e essa imprecisão nas análises resulta em riscos severos para os produtores rurais que podem ser penalizados injustamente.
O sistema pode identificar alterações na vegetação, todavia eles não vão identificar imediatamente se essa alteração é legal ou ilegal.
Fonte: Canal Rural
Foto: Incra