Um temporal de granizo destelhou casas, escolas, postos de saúde e deixou quintais cobertos de gelo em Marquinho, município de 4,4 mil habitantes na região Centro-Sul do Paraná, na tarde deste domingo, 1º de novembro. As pedras de gelo danificaram ainda vários estabelecimentos comerciais. Além de Marquinho, Maringá, no Norte do Paraná, a terceira cidade mais populosa do Paraná, também foi atingida.
Em Maringá, no Norte do Paraná, houve queda de árvores durante as fortes chuvas registradas na noite de domingo. Uma delas interditou a Avenida Colombo que é o trecho urbano da BR-376, em Maringá. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o trecho está totalmente bloqueado. Equipes dos órgãos responsáveis já trabalham na remoção das árvores e na desobstrução da via.
Devido a gravidade das ocorrências, o prefeito Silvio Barros decretou nesta segunda-feira, 2, calamidade pública em Maringá. Entre 0h e 7h, a cidade registrou 49,8 milímetros de chuva, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). As rajadas de vento chegaram a 40 km/h.
O decreto permite que sejam feitas contratações emergenciais e liberação de recursos para atender à população. A Prefeitura ainda contabiliza os danos e as ocorrências.
Equipes da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), da Secretaria de Limpeza Urbana (Selurb) e da Defesa Civil atuam desde as primeiras horas do dia. Elas removem árvores e galhos das vias e atendem danos em imóveis, postes e veículos.
A Prefeitura pede que moradores não removam galhos ou árvores, porque há risco de contato com a rede elétrica. Para pedir a retirada, registre a ocorrência no aplicativo Ouvidoria 156 ou no site da Prefeitura, na opção “Temporal”.
Segundo a Defesa Civil, o temporal, que atingiu cidades como Marquinho, Laranjal, Laranjeiras do Sul e Nova Laranjeiras, agora se desloca em direção a Guarapuava. A tempestade foi provocada pela passagem de uma supercélula.
Marquinho tem casas, escolas e postos de saúde danificados
Conforme o Corpo de Bombeiros, o granizo foi acompanhado por fortes vendavais na cidade. Nesta manhã de segunda-feira, 2 de novembro, a corporação está organizando um ponto de distribuição de lonas na Prefeitura Municipal para os moradores que tiveram seus imóveis destelhados.
Conforme a Companhia Paranaense de Energia (Copel), 2,4 mil unidades consumidoras ficaram sem energia elétrica — o que corresponde a praticamente 99% do município.
A empresa, no entanto, afirma que a forte chuva foi acompanhada de ventos intensos e queda de granizo. Por isso, foram computados danos à rede elétrica, incluindo a queda de postes.
A prefeitura de Marquinho estima que até 70% da cidade possa ter registrado estragos decorrentes da tempestade. Além do perímetro urbano, as comunidades mais atingidas são Pedra Branca, Terra Boa, Gleba Nove e Guampará.
Três escolas municipais da cidade foram afetadas: Municipal Rui Barbosa, a Cândido Xavier e a Jânio Quadros, além de postos de saúde, o Centro de Eventos e a sede da prefeitura.
Laranjal tem estragos na área rural
A cidade de Laranjal, a cerca de 60 km de Marquinho também teve estragos registrados com a tempestade. No município, no entanto, os estragos se concentraram na zona rural, com casas parcialmente destruídas.
Até a última atualização desta reportagem, a Defesa Civil não havia concluído o balanço de quantas pessoas foram afetadas.
Sudoeste
Em Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, um vendaval destelhou casas no bairro La Salle. No entanto, segundo da Defesa Civil, não há desabrigados.
Foram ainda registrados estragos pontuais em Francisco Beltrão e Clevelândia.
Previsão do tempo para o Paraná
A previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) indica que chuvas devem continuar no Paraná pelo menos até o próximo sábado (7). O estado recebeu alertas de temporais para o feriado e para o decorrer de toda a semana.
Por isso, nesta segunda-feira a previsão é de tempestades pontualmente intensas. Pode ainda ocorrer chuva forte em curto espaço de tempo com intensas rajadas de vento, descargas elétricas atmosféricas e granizo. Neste cenário, podem ocorrer queda de galhos, queda de árvores, alagamentos, destelhamentos, danos em
plantações além de redução da visibilidade em estradas.
Tempo abafado no Paraná
Na terça-feira, 3 de novembro, a presença de um sistema de baixa pressão entre os países vizinhos e também a região sul do Brasil favorece ainda o transporte de ar quente e úmido vindo da Bacia Amazônica, mantendo o tempo abafado.
As temperaturas máximas devem superar os 25 graus Celsius em todas as regiões paranaenses, superando ligeiramente os 30 graus Celsius em municípios da faixa norte.
A partir da tarde, pancadas de chuva isoladas acompanhadas de raios podem se desenvolver, com possibilidade de tempestades localizadas.
Na quarta-feira, 4 de novembro, a intensificação desse sistema de baixa pressão mantém o tempo bastante instável e favorece também um forte aquecimento, principalmente na metade norte do estado, onde as temperaturas máximas podem se aproximar dos 35 graus Celsius.
Ao longo do dia, áreas de instabilidade podem se desenvolver em todas as regiões, com maior concentração e risco de tempestades intensas na metade sul do Paraná, inclusive com possibilidade de formação de supercélulas.
Ciclone extratropical traz mais chuva para o Paraná
Esse cenário de instabilidade deve continuar na quinta-feira, 5 de novembro, com a formação de um ciclone extratropical na costa da região sul e o avanço de uma frente fria
Com o deslocamento desse sistema, as áreas de tempestade tendem a avançar da metade sul paranaense em direção à metade norte do Paraná, onde há possibilidade de temporais potencialmente severos.
Na sexta-feira, o destaque passa a ser o forte aquecimento na metade oeste, onde ainda podem ocorrer pancadas de chuva isoladas acompanhadas de raios.
Fonte: Sou Agro