A expansão das exportações de filés congelados de tilápia pode representar uma nova etapa para a piscicultura brasileira.
A avaliação é do presidente da Associação Brasileira da Piscicultura, Francisco Medeiros, que participou do painel “O mundo do pescado: desafios e oportunidades de polos produtivos globais”.
O encontro, realizado de 20 a 22 de outubro, em São Paulo, reúne representantes de diferentes mercados para discutir tendências, desafios e oportunidades da cadeia global de pescado.
Atualmente, o Brasil ocupa a quarta posição entre os maiores produtores mundiais de tilápia e superou, em 2025, a marca de 1 milhão de toneladas de peixes de cultivo.
Apesar do crescimento da atividade, a presença brasileira no comércio internacional ainda é considerada pequena diante do potencial produtivo do país.
Segundo Medeiros, o avanço do consumo interno nos últimos anos contribuiu para que a indústria concentrasse seus esforços no mercado doméstico, enquanto as exportações passaram a receber maior atenção mais recentemente.
Os Estados Unidos e o Canadá estão entre os principais destinos da tilápia brasileira, especialmente na forma de filé fresco, segmento em que o país conquistou espaço pela qualidade do produto, pela eficiência logística e pelos preços competitivos.
Agora, o setor se prepara para ampliar sua atuação no comércio de filés congelados, com potencial para alcançar novos mercados consumidores.
Entre as vantagens competitivas da piscicultura brasileira estão a ampla disponibilidade de grãos utilizados na fabricação de rações, as condições climáticas favoráveis e a experiência acumulada pelo agronegócio nacional na produção de proteínas animais.
Fonte: Canal Rural