A piscicultura também está sendo gravemente impactada pelas constantes quedas no fornecimento de energia elétrica.
Ocorre que sistemas modernos de criação intensiva dependem diretamente da eletricidade para manter os aeradores de água funcionando.
Sem esses equipamentos, os níveis de oxigênio dissolvido caem rapidamente, gerando a asfixia em massa dos peixes em poucas horas.
Em tanques de alta densidade, os peixes consomem o oxigênio de forma acelerada e, se o aerador para, o oxigênio pode acabar em menos de uma hora.
Os peixes maiores, que exigem mais oxigênio e demandaram meses de investimento em ração e manejo, costumam ser as primeiras vítimas.
Além do impacto financeiro direto ao produtor, a mortandade quebra contratos de abastecimento com frigoríficos e com a agroindústria regional.
Picos e oscilações bruscas no retorno da eletricidade costumam danificar painéis de comando e queimar os motores dos aeradores.
O presidente da Comissão Técnica de Aquicultura do Sistema FAEP e também do Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon, Edio Chapla, teme pelo desempenho da produção de tilápias no Estado em virtude das constantes quedas no fornecimento de energia.
Fonte: Agro Marechal