05/08/2026 10:45 |
Oeste mantém otimismo na reta final da colheita de milho e trigo

As lavouras de milho safrinha e trigo da região Oeste apresentam um cenário positivo nesta safra (2025/26), impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pelo bom desenvolvimento das culturas ao longo do ciclo produtivo. Com expectativa de boa produtividade e qualidade dos grãos, os produtores estão otimistas na reta final da safra.

Dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), apontam que o milho safrinha ocupa uma área de 474.627 hectares na Regional de Toledo. O técnico do Deral, Paulo Oliva, comenta que 88% desta área já foi colhida e a expectativa é de um rendimento de 3.210.000 toneladas neste ciclo.


“Os produtores estarão encerrando a colheita nos próximos 20 dias e a produtividade está dentro da expectativa inicial. Provavelmente teremos um resultado bem próximo do que foi o ano passado quando alcançamos 3.211.590 toneladas, um resultado excelente para uma região que utiliza muito milho para a produção de proteína animal”.

Embora algumas áreas a beira lago sofreram mais com as condições climáticas de seca, isso não afeta o volume final da safra. Oliva comenta que 70% das lavouras de milho safrinha estão em boas condições, 20% estão regular e somente 10% estão ruim.

ESTADO – De acordo o Boletim Conjuntural referente a semana 31/2026, do Deral, houve um pequeno ajuste na área estimada para a segunda safra de milho 2025/26 em todo o estado do Paraná, bem como uma revisão da produção esperada. A estimativa atual indica que foram plantados 2,9 milhões de hectares de milho safrinha, representando um aumento de 2,4% em relação ao ciclo anterior.

A expectativa de produção atualizada aponta para uma colheita de 17,05 milhões de toneladas de milho. Esse volume é ligeiramente inferior à estimativa inicial, que era de 17,83 milhões de toneladas. O principal fator que contribuiu para essa redução foi um período de estiagem durante o desenvolvimento das lavouras, o que comprometeu o potencial produtivo final. Em menor intensidade, geadas pontuais também exerceram influência sobre o desempenho da safra.

No campo, a colheita avançou e já alcança 38% da área total cultivada no estado. Em comparação com as duas últimas safras, o ritmo de colheita está mais lento, uma vez que o plantio ocorreu de forma mais tardia em algumas regiões, influenciando todo o ciclo da cultura.

TRIGO – O trigo, cultura típica de inverno, segue em andamento na Regional de Toledo. Com uma área de 5.650 hectares a expectativa é de 16.102 toneladas ao final da colheita. Oliva enfatiza que as lavouras apresentam boas condições e estão em estágio avançado, com 94% em fase de floração e 6% de frutificação.

“As condições são boas para uma boa safra de trigo; os tratos culturais estão sendo realizando de acordo com o andamento da safra. O resultado da safra depende um pouco das condições do clima, principalmente porque há a expectativa de termos a influência do fenômeno El Niño mais rigoroso”, pontua. A colheita do trigo na Regional de Toledo deve iniciar no final de agosto e se estender até outubro. Em todo o Paraná, o plantio de trigo foi encerrado em todas as regiões, resultando em uma área semeada de 727,5 mil hectares, número este 11% inferior ao registrado em 2025, de acordo com o Boletim Conjuntural referente a semana 31/2026.

Essa retração traz consigo uma possível queda na produção, que deve passar das 2,88 milhões de toneladas obtidas na safra anterior para 2,38 milhões, segundo as projeções de julho. Para que o número se confirme, o clima precisa continuar colaborando, como ocorreu até agora.

Atualmente, as lavouras do estado apresentam seu melhor desempenho dos últimos 10 anos, pelo menos: 97% da área plantada está em boas condições e 3% em situação média, sem registro de áreas ruins. Ainda assim, o cenário exige atenção devido à alta probabilidade (81%) de o El Niño atingir a intensidade “muito forte” nos próximos meses.

Até o momento, o fenômeno tem impactado a triticultura paranaense de forma moderada, com o volume expressivo de chuvas se limitando a dificultar o manejo sanitário em algumas áreas, especialmente no Sudoeste do estado.

PREÇO – A redução da área plantada, somada às incertezas climáticas, tem impulsionado os preços no estado. Em julho, os preços recebidos pelos produtores devem registrar o quinto mês consecutivo de alta, com valores acima de R$ 70,00 pela primeira vez após nove meses abaixo desse patamar. Apesar da reação, a média do mês deve fechar abaixo dos R$ 76,97 por saca registrados em julho de 2025.

 

 

Fonte: Jornal do Oeste

OUTRAS NOTÍCIAS
Previsão do tempo (M. C. Rondon)
Hoje
17°C
25°C
Chuva
Amanhã
18°C
25°C
Chuva
07 / 08
17°C
24°C
Chuva
Cotações agrícolas
R$ 57,00
R$ 123,00
R$ 75,00
R$ 2,6007
R$ 4,64
R$ 355,00
R$ 5,12
CONTRATO US$/bu VAR
MAR 2026
1.059,75
-2,00
MAY 2026
1.072,00
-2,00
JUL 2026
1.085,25
-2,25
AUG 2026
1.083,75
-2,25
u00daltima atualizau00e7u00e3o: 23:47 (26/01)