O lançamento do Plano Safra 2026/27 da agricultura empresarial será amanhã, terça-feira, às 10h00, no Palácio do Planalto, sem a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula estará na reunião da Cúpula do Mercosul, no Paraguai.
A ausência presidencial é algo inédito nos últimos anos nesse tipo de cerimônia.
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, estará no evento.
Já o anúncio do Plano Safra 2026/27 da agricultura familiar será na tarde de terça-feira, às 17h00.
A previsão é que o presidente Lula retorne a tempo para participar da cerimônia, em Brasília.
A dificuldade de conciliar agendas deve gerar uma situação inédita. A principal política agrícola do país pode ser anunciada com o chefe do Poder Executivo ausente.
A leitura nos bastidores em Brasília é que a ausência de Lula tira peso político do ato para médios e grandes produtores e pode gerar críticas da oposição e do setor agropecuário empresarial, com quem a relação do governo não é boa.
A situação também pode enfraquecer o ministro André de Paula, que ainda tenta estreitar relações com lideranças do agronegócio e demonstrar sua capacidade de articulação com a cúpula do governo em prol dos médios e grandes produtores.
O Plano Safra entra em vigor em 1º de julho e, tradicionalmente, é anunciado antes.
Em situações pontuais, houve cerimônias depois dessa data.
De acordo com apuração do ex-presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, o Plano Safra 2026/27 deve ser de 652 bilhões de reais, avanço de cerca de 10% frente ao total disponibilizado na safra passada.
As atenções se voltam para as condições a serem disponibilizadas, uma vez que especialistas alertam para restrições fiscais e ambientais, o que deve impactar o crédito rural.
Fonte: Assessoria