A rentabilidade do suinocultor no Paraná apresentou queda pelo quarto mês consecutivo até março de 2026.
Apesar do bom índice de exportações, os produtores não estão satisfeitos com os preços.
Em abril de 2026, o suíno vivo no Paraná registrou um recuo de 11,54% no mês, com a cotação desta sexta-feira registrando 5 reais e 36 centavos pagos por quilo ao produtor.
A rentabilidade do suíno caiu para 72 centavos por quilo em fevereiro de 2026, uma redução de 25,2% em relação a janeiro, ficando abaixo do resultado de fevereiro do ano anterior.
Embora o custo de produção de suínos tenha caído 0,96% em março deste ano, impulsionado pela queda nos preços da ração, o preço recebido pelo produtor caiu de forma mais intensa.
Os custos com ração tiveram uma leve alta de 37 centavos em março, mas acumulam queda de 8,72% nos últimos 12 meses, oferecendo um pequeno alívio, embora a receita do produtor tenha caído mais rápido.
O aumento nos custos fixos e variáveis, como energia e combustíveis, mantém os produtores, especialmente os integrados, descapitalizados, com receitas cobrindo apenas custos variáveis.
O cenário geral para a suinocultura paranaense indica um reequilíbrio após anos de crise, mas o primeiro trimestre de 2026 foi marcado por forte pressão nos preços ao produtor.
Alguns suinocultores tradicionais de Marechal Cândido Rondon, como Alaor Bressan, o “Bigo”, dizem não entender com clareza o motivo de tamanha redução de preços ao longo dos últimos meses.
Com base nisso, nossa reportagem manteve contato nesta manhã de sexta-feira, dia 17, com a profissional do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP, Nicolle Wilsek.